Carlos Moraes e seu grupo querem Silvio Barros na vice de Requião

Do Blog do Carlão
carlos moraes

Expressivas lideranças filiadas ao PHS no Paraná e ligadas ao jornalista e apresentador de tevê Carlos Moraes, reunidas na noite desta terça-feira em Curitiba, indicaram por unanimidade o nome do ex-prefeito de Maringá Silvio Barros II para ser o candidato a vice na chapa de Roberto requião na disputa pelo governo .

Moraes organizou o partido em diversos munícipios do estado e acredita que o PHS pode ser importante na campanha de Requião rumo ao tetra frente ao Palácio Iguaçu.” Conheço o espírito combativo e construtivo do Requião e nós do PHS não temos outro caminho a ser percorrido se verdadeiramente queremos o fim da roubalheira,dos desmandos e a retomada do crescimento do Paraná. É Requião minha gente ! “, disse moraes O prazo final para que os partidos apresentem suas chapas e coligações é no dia 30 de junho e a aprovação do nome de Requião como candidato ao governo do estado pelo PMDB mudou o rumo das eleições no estado.

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Copel admite construir prédio no Bosque do Bigorrilho; Ambientalistas prometem processo


Do Jornale
Após pressão de ambientalistas e moradores que se manifestaram a favor da preservação do bosque do Bigorrilho, a Copel admite que tem intenção de construir um prédio nas imediações do bosque. Em nota enviada a Band News FM, a empresa informou que por enquanto não há previsão do início das obras, no entanto, fotos revelam que já existem estacas espalhadas por vários pontos do bosque.

A intenção de construção já vem desde 2010, quando uma medida cautelar impetrada pelo advogado Sérgio Botto de Lacerda, que representa os moradores da região, travou o avanço. No entanto, um há um novo pedido à Secretária Municipal do Meio Ambiente feito pela Copel para construção. De acordo com os advogados dos moradores, eles não tiveram acesso ainda a este novo projeto e fizeram um pedido judicial para ter conhecer o projeto.

Um dos líderes do movimento, Kalil Nasser Neto, que é residente na região, disse que os moradores não conseguem entender como a Copel quer construir um prédio na área do bosque sem causar impacto ambiental. “Não há como construir no entorno do bosque sem prejuízo ao meio ambiente nativo do local e vamos continuar lutando contra qualquer supressão da área nativa do bosque”, disse.

Para a jornalista Sandra Terena, presidente da Aldeia Brasil, o bosque deveria ser transformado em área de lazer e preservação. “A Copel tem uma dívida histórica de passivo ambiental no Paraná. Este bosque é patrimônio imaterial da cidade. A natureza está dando recados que está sendo mal tratada”, disse.

A Federação Paranaense de Ambientalistas do Paraná (Fepam), informou que vai pedir vistas deste processo e que é contra qualquer tipo de construção, mesmo no entorno do bosque. “As estacas para construção estão dentro da área do bosque e como conselheiro do Meio Ambiente de Curitiba vou votar pelo veto pleno deste projeto e se for preciso vamos ingressar com uma ação civil pública contra a Copel”, disse Juliano Araújo, presidente da Fepam.

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Moradores e ambientalistas se manifestam a favor do bosque da Copel

Blog do Esmael

O Bosque da Copel é uma pequena área verde encravada no bairro de classe média alta Bigorrilho, em Curitiba, próximo ao tradicional Parque Barigui. A estatal de energia planeja vender a pequena floresta para empreendimentos imobiliários. Seriam construídos condomínios de luxo e estacionamento para carros no local. O dinheiro da privatização iria para reforçar o caixa dos insaciáveis sócios privados da companhia.

O Bosque da Copel é composto de vegetação nativa e possuiu 80 mil metros quadrados.

O governador Beto Richa (PSDB) já vem de uma derrota na área ambiental. Recentemente, ele tentou privatizar 12 mil hectares de florestas públicas (clique aqui). Sorte das florestas remanescente da Mata Atlântica, situada entre a Serra do Mar e o interior do Paraná, que o leilão previsto fracassou após ação política dos senadores oposicionistas Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB).

A índia caingangue Sandra Terena, da Aldeia Brasil, lidera um vídeo que faz apelo para que Richa não venda o Bosque da Copel. Depoimentos de moradores do entorno e ambientalistas prometem guerra caso haja privatização. O PV e a Rede de Sustentabilidade, institucionalmente, não aparecem no documentário.

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Beto Richa quer destruir o bosque da Copel

O governador Beto Richa tem a oportunidade de impedir uma barbárie contra o meio ambiente em Curitiba. Diretores da Copel querem destruir o bosque conhecido como chapéu pensador.  Moradores e ambientalistas prometem colocar faixas nos prédios em frente ao bosque no período da Copa do Mundo e revelar ao mundo as intenções palacianas.  A assessoria de imprensa da Copel, teve a cara de pau de falar para um jornalista da cidade que ligou para saber informações sobre o caso que o local era da Copel e ela pode fazer o que bem entender. O que é uma mentira e um absurdo porque existe um passivo ambiental imensurável da Copel com a sociedade paranaense. E a preservação do bosque faria que com o governo pagasse um pouco desta conta.

No vídeo a seguir, ambientalistas, moradores e a liderança indígena Sandra Terena, uma das primeiras jornalistas indígenas do Brasil, se posicionam a favor do bosque. Assista.

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Embaixadores da Ucrânia no Brasil vem a Curitiba para pedir paz em seu país

 

Fabiana Tronenko, embaixatriz da Ucrânia em Portugal

Fabiana Tronenko, embaixatriz da Ucrânia em Portugal

 

 

O encontro será realizado na Sociedade Ucraniana do Brasil, em Curitiba. O objetivo é interceder pela paz na Ucrânia, e por eleições justas no próximo domingo (25), bem como o respeito da territorialidade e soberania do país

Os embaixadores da Ucrânia no Brasil Rostyslav Tronenkoe Fabiana Tronenko desembarcam nesta sexta-feira em Curitiba para se unir à colônia de ucranianos no Paraná, que é a maior do Brasil, para intercederem pelo estabelecimento da paz da Ucrânia, que vai as urnas neste domingo (25) para decidir democraticamente o futuro presidente do país.

No evento, os embaixadores e a comunidade ucraniana paranaense vão se unir em oração junto com os cinco continentes pedindo para que haja uma eleição justa.  Cada um dos cinco continentes será representado em uma oração e na América do Sul quem fará a oração será a embaixatriz Fabiana Tronenko. “Não queremos guerra, queremos viver em nosso território sem interferência de ninguém e que a nossa soberania e territorialidade sejam respeitados.”, disse a embaixatriz.  Ao meio dia, na Ucrânia, os moradores vão subir nos montes cárpatos  para se unir em oração com os descendentes de diversos locais do mundo.

Para o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko , a campanha presidencial de 2014 será realizada em condições de tensões político-sociais e desafios de segurança que a Ucrânia enfrenta pela primeira vez em sua história moderna. Entretanto, foram criadas praticamente todas as condições jurídicas e organizacionais necessárias para a realização da votação, para que ninguém pudesse questionar seu caráter democrático. Foram registrados 21 candidatos, que representam todas as regiões e partidos políticos da Ucrânia.


Existe quase uma unanimidade da comunidade internacional em apoio à importância especial das eleições presidenciais livres e democráticas na ucrânia – incluindo a grande maioria dos membros do Conselho de Segurança da ONU.

Serviço:
Local: Alameda Augusto Stelfeld, 795 – Centro
Data: Hoje – 23-05
Hora: 21 horas

Embaixatriz pede apoio a brasileiros em campanha que promove a paz

Uma iniciativa da Embaixatriz da Ucrânia no Brasil, Fabiana Tronenko, movimentou as redes sociais com fotos de brasileiros em apoio a paz na Ucrânia. Muitas fotos de brasileiros descendentes dos mais diversos povos enviaram suas fotos com frases de impacto em apoio a soberania e liberdade ucraniana.

Para participar, envie sua foto com a bandeira ucraniana, vishivanka, faixa, desenho, enfim, qualquer imagem que expresse seu carinho e apoio para o e-mail: fabifabimel@yahoo.com сom nome completo, endereço, telefone, tamanho da camiseta pretendido, e uma curta mensagem. As cinco melhores fotos vão ganhar uma camiseta bordada com a logomarca Ucrânia Livre e Soberana e mais três adesivos. 
 

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Jornalista Carlos Moraes é pré-candidato ao Senado

O ex-prefeito de Maringá Silvio Barros II está liberado para disputar a eleição ao governo devido a uma medida cautelar e Carlos Moraes é pré-candidato a vaga de senador pelo partido

 IMG_7681A pouco mais de um mês do prazo final para as convenções partidárias para as eleições 2014 o PHS mantém a pré-candidatura ao governo do estado do ex-prefeito de Maringá Silvio Barros II. A candidatura será possível por meio de uma medida cautelar publicada pelo Ministro Ari Pargendler, que libera Barros para disputar a eleição.

A notícia foi recebida com alegria pelos integrantes do partido em Curitiba, que com isso, também lançaram o nome do apresentador de tevê Carlos Moraes para disputar as convenções rumo ao senado ao lado de Barros para o governo. A pré-candidatura de Moraes ao senado será apresentada por esse grupo as executivas estadual e nacional e levada as convenções. Esse grupo de humanistas que desejam a candidatura de Moraes levará impedido aos presidentes Eduardo Machado e Valter Viana  encaminhem a pré-candidatura para formação de chapa completa, com bons nomes.

“Fico feliz por meu nome ter sido escolhido por um grupo sólido que me acompanha no partido. Decidi aceitar o desafio e colocar o nome a disposição do partido para disputar a vaga para o senado porque acho importante o povo tenha outras opções para este cargo tão importante. Sem esquecer, é claro de dar palanque aos candidatos a deputado federal e estadual do partido”, disse Moraes.

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Contagem regressiva para a Marcha para Jesus

gustavo marchaO maior evento do Paraná, está em sua 21 edição e será realizado no dia 17 de maio com a concentração na Praça Sandtos Andrade às nove da manhã e caminhada até a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívco; Prefeito Gustavo Fruet confirmou presença

Começou a contagem regressiva para o maior evento do estado do Paraná, a Marcha para Jesus. O tema para 2014 é Ame Brasil em alusão a Copa deste ano. Alias, a Marcha será o primeiro evento oficial do mundial. O Bispo Cirino Ferro, presidente do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná (Comep) tem a expectativa da maior Marcha da história. “A marcha para Jesus é um evento consolidado em que as igrejas evangélicas demonstram unidade. É um momento que o povo de Deus pode expressar as suas bandeiras e mostrar sua força nas ruas. Estamos muito empolgados”, disse. Este ano a expectativa é que 400 mil pessoas participem.

Nesta segunda-feira (05), uma comitiva de pastores foi recebida pelo prefeito Gustavo Fruet no Palácio das Araucárias. Fruet disse que é assíduo frequentador da Marcha para Jesus e confirmou a presença para este ano. “Gosto de marchar na rua, caminhar junto com o povo. Este ano farei isso novamente neste evento tão bonito e tão importante para a cidade”, disse. A banda americana White Cross vai tocar no palco verde e amarelo que será montado para o evento. Eles são intérpretes da música In the Kingdown, que foi traduzida para o português e será a música tema da marcha este ano com o refrão “marcharemos juntos unidos por um só reino”.  O guitarrista da banda Rex Carroll, que em 1996 foi eleito o segundo maior guitarrista do mundo, disse em sua última visita ao Brasil que o Bispo Cirino Ferro e o Comep são a cobertura espiritual da banda em todo o mundo. “Estamos muito felizes em estar em Curitiba, sobretudo porque queremos andar com pessoas como o bispo que é refência espiritual para nós”, disse Carroll. A banda não vai cobrar cachê para tocar.

Os representantes do Comep, Arlindo Júnior e Thiago Ferro finalizam nesta semana as reuniões com o exército, aeronáutica e Polícia Militar e Corpo de Bombeiros para garantir a segurança do evento. o Subcomandante da Polícia Militar do Paraná, Coronel Péricles garantiu que todas as medidas já foram tomadas para a garantia da segurança dos participantes do evento.

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A in (justiça) ronda os pescadores de Paranguá

Com manchas de óleo e nafta, a questão dos pescadores de Paranaguá carrega também uma mancha de sangue, que se mistura com lágrimas, fome, prostituição e sofrimento por parte dos pescadores do litoral do Paraná. A justiça do litoral tem a oportunidade de mudar a história desses sofridos pescadores, ou não.

O choro desta pescadora, já chega as esferas da capital paranaense e da capital federal.

A justiça de Paranaguá está de luto devido as graves denúncias de que advogados receberam o dinheiro das indenizações da Petrobrás dos pescadores, mas não repassaram o dinheiro para muitos deles. Uma das mulheres, tinha R$ 37 mil do seu dinheiro no bolso da sua procuradora desde 2012, e uma bala na bolsa, e mesmo com dores no estomago de fome, decidiu retornar para ilha de Medeiros com a bala para alimentar seu filho, que passava fome na Ilha. Para a pescadora chegar a Paranaguá, ela caminhou uma hora pelo meio do mato, até chegar a Vila da Ilha São Miguel e pegar o barco de linha que vai a cidade mãe do Paraná. Neste caminho da mata, sua mãe morrera há alguns anos picada por uma cobra.

Outro pescador que não recebeu seu dinheiro está com o teto da casa caído há quatro anos. Outro está acamado e não consegue falar. Muitos morreram no meio do processo e suas viúvas sofrem para obter informações sobre a indenização. O estabelecimento do caos na vida de pescadores simples, de mãos enrugadas, com marcas dos fios grossos das redes, se deu por que foram enganados.

O choro desses pequenos já pode ser ouvido em Curitiba, choro alto, com soluções. Este choro já foi ouvido, ainda de forma fraca, em Brasília. É parecido com aquele choro de criança, que muitos não querem ouvir, querem abafar essas vozes.

A justiça de Paranaguá se ausentou deste processo há quase 14 anos, sobretudo nos últimos quatro anos em que pescadores que não sabem escrever tentaram denunciar uma quadrilha que roubou o dinheiro do pescador, mas a justiça se omitiu.

Hoje, existe uma nova geração de juízes e promotores em Paranaguá. Um deles, com um nome de Ministro a zelar. Fernando Felix Ficher é filho de um dos mais atuantes Ministros do supremo. Também tem o promotor público Fernando Cubas César, um dos representantes do Ministério Público na cidade disse á Gazeta do Povo que nos próximos dias vai finalizar o inquérito e se as suspeitas de fraude foram reais, pode existir uma organização criminosa que  lesou esses pobres pescadores paranaenses.

A justiça de Paranaguá tem obrigação moral em dar uma resposta não só aos pescadores, mas a sociedade de um modo geral. Na manifestação que os pescadores fizeram no Fórum de Paranaguá na tarde desta sexta-feira, um deles disse que pode desenhar a situação se for necessário.

Ora, ao mesmo tempo que é tão complexo para a justiça é tão simples para o pescador. Ele disse que buscou seus advogados e não foi atendido, foi ao Cartório do Fórum para ter acesso aos autos, e também lhe foi negado, pois o processo estava em carga desde 2011. Quase desistindo e com horário do barco quase estourando, foi ao Banco do Brasil, o banco do povo, o banco do pescador. E lá, conforme passou na reportagem da RPC, o representante do banco do Brasil informou que a justiça de Paranaguá havia determinado que os extratos do pescadores só podiam ser retirados com ordem do juiz de Paranaguá, informação que foi desmentida pelo juiz Fernando Felix Fischer e desmentido também em nota emitida pela assessoria de imprensa do Banco do Brasil. O funcionário, que não foi identificado pela reportagem, mas devia ser exposto sim, porque ele não ofendeu apenas um pescador, mas toda uma comunidade pesqueira ao  dizer no final que o Banco do Brasil não tem coração. Senti vergonha alheia ao ver isso.

Ao jornal Folha do Litoral, a presidente da OAB de Paranaguá, Dora Schuler, disse que está havendo um julgamento prévia dos advogados que lesaram os pescadores. Ao jornal Gazeta do Povo, a presidente da OAB de Paranaguá disse que o processo de investigação da advogada vai levar mais de seis meses.

A pergunta que deixo, porque perguntar não ofende, é: A quem interessa esfriar o assunto?

Outra situação que causou estranheza a toda imprensa litorânea foi uma nota emitida pela assessoria de imprensa da Federação da Pesca de Paranaguá, informando que não apoiava a manifestação dos pescadores. É inédito este fato. A Federação que representa os pescadores não apoiar os pescadores. Repito a pergunta. A quem interessa fugir deste assunto, pertinente e quase óbvio que aconteceu no litoral do Paraná?

Os jornalistas locais não sabiam nem que a Federação contava com o serviço de assessoria de imprensa. Aliás, a nota nem veio assinada pelo presidente da Colônia, que foi procurado pelo competente repórter da Folha do Litoral, mas não foi encontrado.

Olha, está aí, uma grande oportunidade, dessa nova geração de juízes e promotores de Paranaguá, fazerem justiça. Eles podem escrever os seus nomes na história da cidade, como justos juízes.  Porque hoje, lamentavelmente, a justiça de Paranaguá está com uma mancha de oléo, nafta que vazaram nos acidentes da Petrobrás, misturada com o sangue de pescadores inocentes, que já foram sepultados sem as suas indenizações.

O choro desses pescadores já chegou a Curitiba, já chegou a Brasília. E pode ser ouvido ou ignorado. Os próximos capítulos desta história cinematográfica vai mostrar o resultado prático disso.

 

 

 

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Os esquecidos da Petrobrás

Sandra Terena - Gazeta do Povo

Ozília do Rosário, uma das esquecidas pela Petrobrás

Mais de seis mil famílias de pescadores do litoral do Paraná sofrem há 14 anos angustiados a espera da indenização da Petrobrás, que poderia levar comida para os pratos de famílias que não tem o que comer, já que o pescado diminuiu consideravelmente naquela região, desde os acidentes ambientais causados pela Petrobrás.

Pois bem, em meio a um escândalo internacional em que a Petrobrás levou um prejuízo de R$ 1 bilhão na compra de uma usina que valia bem menos do que foi pago. Em meio a um escândalo envolvendo o doleiro que rendeu a queda da vice-presidência da Câmara de André Vargas. Enfim, em meio a escândalos milionários, neste caso, bilionário, que manchete os jornais do mundo e mancha de sangue, ou de óleo, a poderosa Petrobrás. Escândalos que tiram Graça Foster, do patamar das mulheres mais influentes do mundo, a estatal poderia ter o mínimo de senso e aproveitar para ter um gesto de bondade e pagar as indenizações as seis mil famílias do litoral do Paraná, que gritam por isso há 14 anos, gritavam sem voz até a reportagem publica no jornal Gazeta do Povo que denunciou a falta de responsabilidade de advogados que se aproveitou dos mais frágeis para se apropriar indevidamente de dinheiro referente a execuções provisórias.

Já que o processo está travado, quem sabe agora seja a hora de destravar e repassar o dinheiro a estas famílias que estão angustiadas no litoral do Paraná, pessoas que foram intituladas pelo jornal O Estado de São Paulo em uma grande reportagem intitulada – Os esquecidos da Petrobrás. O texto foi publicado em 2008, mas hoje ainda, eles continuam esquecidos, e agora também enfurecidos.

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Morto no século passado, está entre os indenizados do acidente da Petrobrás em 2001

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A Petrobras e a Sociedad Naviera Ultragas causaram os três desastres ambientais mais graves dos últimos 15 anos no Litoral do Paraná. Por isso, respondem na Justiça a mais de 10 mil processos movidos por pescadores. Os vazamentos do poliduto Olapa e do navio Norma, em 2001, suspenderam a pesca por seis meses. A explosão do navio chileno Vicuña, em 2004, deixou-os sem trabalho por 51 dias. As reparações aos trabalhadores levaram anos para sair, foram pagas apenas parcialmente até agora e há casos claros de ilegalidade. Além da falta de repasse aos pescadores de valores já liberados pela Justiça, conforme a Gazeta do Povo mostrou nesta semana, há casos de mortos que nunca viveram da pesca e mesmo assim tiveram indenizações liberadas pela Justiça.

A Gazeta identificou ações abertas em nome de pessoas que faleceram antes dos acidentes. Um desses mortos nunca havia sido pescador. As irregularidades ocorreram tanto nas ações contra a Petrobras quanto nas que envolvem a Ultragas chilena.

A maioria das ações contra a Petrobras ainda não tem decisão final, mas alguns processos foram executados parcialmente. Por ordem dos tribunais, a empresa depositou, por exemplo, R$ 73 mil na conta judicial aberta em nome de José de Oliveira Borges. Embora a 2.ª Vara Cível de Paranaguá tenha liberado por execução provisória um alvará de R$ 37 mil, o valor não foi sacado porque José não assinou uma procuração que permita a retirada – nem poderia, pois morreu em 1994, sete anos antes dos acidentes ambientais. Ainda assim, desta conta foram retirados R$ 1,9 mil, de custas cartoriais, para 2.ª Vara Cível.

Além de ter falecido há 20 anos, José nunca trabalhou como pescador. A ação foi ajuizada em nome do morto pela advogada Cristiane Uliana, mas no processo constam os documentos pessoais do filho dele, Mauro de Oliveira Borges, que é pescador artesanal. “Meu pai nunca foi pescador, conhecia peixe apenas na peixaria”, garante Mauro. O processo teve trânsito em julgado no Superior Tribunal de Justiça no dia 26 de agosto de 2013, com decisão favorável ao morto.

Outro processo aberto por Cristiane em nome de José de Oliveira Borges, contra a Petrobras, tramita na 1.ª Vara Cível de Paranaguá. A ação não traz documentos do morto e sim de Rosilda Cunha Lopes, de quem o filho de Borges, Mauro, nunca ouviu falar. De acordo com dados da ação, a advogada peticionou em nome do falecido sabendo que os documentos eram de Rosilda: a própria advogada pede prazo de 60 dias no processo para localizá-la, o que não ocorreu.

Outros casos

Outro processo contra a Petrobras tramita na Justiça em nome de Alberto Ferreira Lopes, morto 19 anos antes do acidente que originou a ação de indenização. Em ofício à Justiça de Paranaguá, de 7 de dezembro de 2010, a advogada Cristiane Uliana solicita audiência para produção de prova testemunhal “visando a comprovação da legitimidade ativa do autor nos autos”. Lopes não compareceu à audiência marcada em 2011 pelo juiz Hélio Arabori. Nem poderia. Ele morreu em 1985. No despacho da audiência, o juiz pede habilitação dos herdeiros na ação, mesmo com o atestado de óbito comprovando que Alberto havia morrido muitos anos antes do acidente, o que o torna parte ilegítima da ação.

Outro lado

A Gazeta do Povo tentou por diversas vezes ouvir a advogada Cristiane Uliana, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. Foram feitas tentativas de entrevista por e-mail, telefone e pessoalmente, no escritório dela em Paranaguá.

Pescador tem duas ações, motivadas pelo mesmo acidente

O pescador Jail Ferreira Fernandes teve duas ações contra a Cattalini abertas em seu nome – as duas motivadas pelo mesmo acidente. A empresa fez um acordo para pagar R$ 1,2 mil para Jail e outros 792 pescadores. O valor foi repassado pela Cattalini em cheques coletivos, que continham várias indenizações. Jail não chegou a receber a indenização, porque morreu meses antes do pagamento, no dia 14 de outubro de 2006.

A viúva de Jail, Nazir Ferreira Fernandes, diz não ter recebido o dinheiro da indenização do marido. “Procurei o advogado para receber o dinheiro da indenização, mas ele me informou que eu deveria fazer um inventário e que não compensaria, pois esse processo seria mais caro que os R$ 950 que ele repassaria sobre o acordo da Cattalini”, reclama.

Em 2007, um ano depois da morte de Jail, a advogada Cristiane Uliana entrou com mais um processo indenizatório contra a Cattalini em nome dele. O processo coletivo incluía outros 51 pescadores. Em 2010 a advogada desistiu do processo, que foi arquivado. A viúva de Jail diz desconhecer a ação póstuma.

REVOGAÇÃO

Depois que a Gazeta do Povo protocolou pedido para ter acesso à ação aberta em nome do falecido José de Oliveira Borges (e que resultou em decisão favorável ao morto no STJ), a juíza da 2ª Vara Cível de Paranaguá, Mércia do Nascimento Franchi, determinou a realização de uma audiência para esclarecer o caso. O encontro ocorreu no dia 27 de novembro de 2013. A juíza decretou a nulidade da execução provisória e pediu para que na ação originária fosse trocado o nome do morto pelo do filho dele, o pescador Mauro de Oliveira Borges.

Relato

“Tinha um advogado no escritório que cuidava só das viúvas”

O pescador Jamil Ferreira Fernandes morreu em 1999, cinco anos antes da explosão do navio Vicuña no terminal da empresa Cattalini, em Paranaguá. Porém, há um processo em nome dele, contra a Cattalini, tramitando na Justiça de Paranaguá. A empresa desconhece a morte e avalia uma proposta de acordo no valor de R$ 1,2 mil. A Gazeta do Povo teve acesso à ação, ajuizada em 2004. Os documentos são de Jamil, mas a procuração está assinada em nome do irmão dele, Jail Ferreira Fernandes, falecido em 2006.

Analfabeta, a viúva de Jamil, Jurema Fernandes, alega ter sido orientada pela advogada Cristiane Uliana a pedir a indenização em nome do marido morto porque ela não tinha carteirinha de pescadora, embora essa fosse sua atividade profissional à época. Jurema ignora a ilegalidade do ato e ainda tem esperança de receber o dinheiro. “Eu falei para a advogada que meu marido já havia morrido e ela disse que tinha um advogado no escritório que cuidava só das viúvas.” (O.E.)

Romaria

A notícia do não pagamento de indenizações já liberadas pela Justiça a pescadores provocou uma verdadeira romaria ao Fórum de Paranaguá. Além disso, lideranças da Ilha de São Miguel, Ilha das Peças, Ponta de Ulbá e Superagui disseram que a maioria dos pescadores encontra dificuldade de obter informações sobre os processos.

 

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